quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Classificação Econômica Brasileira (Classes A, B, C, D e E)

Car@s Alun@s do 1º ano,

segue um link para baixar uma breve explicação de como é feita a classificação econômica no Brasil das Classes A, B, C, D e E.



Aguardem 20 segundos e cliquem no link download file now. O arquivo será baixado para o seu computador.
Uma boa sorte e um bom final de ano para todos,
Nicolau

domingo, 21 de novembro de 2010

Reportagem sobre Homofobia e a violência

Homofobia e a violência da intolerância
NAVI PILLAY
Reportagem publicada no Jornal Folha de São Paulo, 21/11/2010
Seth Walsh tinha 13 anos quando foi até o jardim da casa onde morava com sua família, na Califórnia, e se enforcou. Seth é um dos seis adolescentes que sabemos que se suicidaram nos EUA, só em setembro, devido ao que sofreram nas mãos de perseguidores homofóbicos.
Nas últimas semanas, vimos acontecer uma série de ataques contra gays, lésbicas, bissexuais ou transexuais no mundo. Em Belgrado, no dia 10 de outubro, um grupo de manifestantes atirou coquetéis molotov e granadas paralisantes contra uma parada do orgulho gay, ferindo 150 pessoas.
Em Nova York, em 3 de outubro, três jovens homossexuais foram sequestrados, levados para um apartamento desabitado e torturados.
Na África do Sul, realizou-se em Soweto uma manifestação para chamar a atenção para as violações contra as lésbicas nas "townships", atos que os seus autores tentam justificar como uma tentativa de "corrigir" a sexualidade das vítimas.
A homofobia, como o racismo e a xenofobia, existe em diversos graus, em todas as sociedades. Todos os dias, em todos os países, indivíduos são perseguidos, violentamente atacados ou mesmo mortos devido à sua orientação sexual.
Quer seja explícita, quer não, a violência homofóbica causa um enorme sofrimento, que é frequentemente dissimulado sob um véu de silêncio e vivido na solidão.
Chegou o momento de fazermos ouvir nossa voz. Embora a responsabilidade pelos crimes motivados pelo ódio recaia sobre os que os cometem, todos temos a obrigação de combater a intolerância e o preconceito e de exigir que os agressores respondam pelos seus atos.
A prioridade inicial é descriminalizar a homossexualidade. Em mais de 70 países as pessoas podem sofrer sanções penais devido à sua orientação sexual. Essas leis expõem os indivíduos à detenção, à prisão, até a tortura ou mesmo à execução e perpetuam o estigma, além de contribuir para um clima de intolerância e de violência.
Ainda que importante, a descriminalização é apenas o primeiro passo. A experiência mostra que são necessários maiores esforços para combater a discriminação e a homofobia.
Infelizmente, acontece com demasiada frequência que aqueles que deveriam usar de moderação ou exercer a sua influência para promover a tolerância fazem exatamente o contrário, reforçando os preconceitos.
Em Uganda, por exemplo, onde a violência contra as pessoas com base em sua orientação sexual é comum, um jornal, no dia 2/10, publicou uma matéria na primeira página identificando cem ugandenses como gays ou lésbicas, colocando ao lado de suas fotos a frase: "Enforquem-nos".
Temos que denunciar esse tipo de jornalismo como aquilo que é: incitamento ao ódio e à violência.
No país, os ativistas de direitos humanos que defendem os direitos de gays, lésbicas, bissexuais ou transexuais correm o risco de serem perseguidos ou detidos.
No mês passado, em Genebra, falei sobre a descriminalização da homossexualidade em um painel promovido por um grupo de 14 países.
No evento, o arcebispo emérito Desmond Tutu manifestou seu apoio, falando apaixonadamente sobre as lições do apartheid e sobre o desafio de assegurar a igualdade de direitos para todos: "Sempre que um grupo de seres humanos é tratado como inferior por outro, o ódio e a intolerância triunfam".
Não deveriam ser necessárias mais centenas de mortes e espancamentos para nos convencer disso.
Compete a todos nós exigir a igualdade para nossos semelhantes, independentemente de orientação sexual e de identidade de gênero.


NAVI PILLAY é alta-comissária das Nações Unidas para os direitos humanos.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A experiência do Poder

Reportagem publicada no jornalzinho da Escola sobre a atividade de Simulação de Eleições com os 2os anos

A experiência do Poder

Pelos professores de Sociologia do Ensino Médio – Nicolau e Marcela


Entrega da faixa presidencial para Daniela Queiroz, realizada pela Professora Marcela e a Coordenadora Márcia

Ao longo deste 2º semestre do ano de 2010, optamos por discutir com os alunos do 2º ano do Ensino Médio as teorias da Sociologia em torno dos temas de poder e política. Nesse contexto, um dos instrumentos de avaliação que propusemos foi uma atividade bem diferente daquilo que normalmente realizamos no cotidiano de sala de aula: uma simulação de eleições presidenciais.

Para isso, não aproveitamos os candidatos oficiais do jogo eleitoral nacional que vivemos esse ano. Os próprios alunos se organizaram em partidos políticos e lançaram candidatos à presidência como se eles mesmos estivessem participando desse jogo.

Num primeiro momento, a atividade se restringiu a cada turma que se dividiu em três partidos políticos para elaborarem uma plataforma de campanha com os objetivos específicos do candidato que lançariam, com seu vice e um possível corpo ministerial nas áreas que julgassem mais importantes.

A idéia principal era que aproveitassem a oportunidade para pensar a situação atual de nossa sociedade, identificando seus principais problemas e sugerindo soluções possíveis.

Por meio de votação interna, cada turma elegeu um candidato que concorreria à eleição geral da escola com os demais candidatos eleitos nas outras turmas.

Num segundo momento, contamos com a ajuda de outros professores que gentilmente cederam alguma de suas aulas para que realizássemos no auditório da escola dois grandes debates com todos os candidatos. Esse, sem dúvida, foi o ponto auge da atividade, porque o envolvimento dos alunos foi-nos inesperado e admirável. Diversos assuntos foram debatidos, alguns com muita propriedade e reflexão, outros com um pouco de ingenuidade. Mas, vindo de adolescentes estudantes de Ensino Médio, era de se fazer inveja aos monótonos e vazios debates que tivemos que assistir na difícil e vergonhosa disputa eleitoral deste ano.

Por fim, realizamos as eleições em dois turnos que tiveram resultados acirrados, especialmente no segundo, como é possível notar nos gráficos abaixo.



Gostaríamos de parabenizar todos os alunos que participaram dessa atividade, inclusive aqueles que não eram candidatos, mas eleitores e que tiveram coragem para fazer perguntas, algumas muito bem elaboradas, e de votar: o baixo número de votos brancos e nulos revela que a maioria se envolveu na disputa eleitoral. Aos candidatos que não venceram, serve um consolo: a democracia representativa pressupõe a disputa eleitoral, e como em todo jogo, vencedores; porém, diferentemente de uma partida de futebol, o time que perdeu também sai vencedor na democracia, desde que os debates sejam bem travados, as propostas sejam bem discutidas, os cidadãos votem de forma consciente.

Entrevistamos a candidata vencedora, Daniela Queiroz, do Partido Jovem Moderno, organizado pelo 2º EME. Nesta entrevista, ela revela que a experiência das eleições não foi uma simples simulação, mas produziu efeitos reais, tanto na sua formação pessoal, quanto nas relações entre colegas de sala, que se uniram com o objetivo de vencer e discutir projetos para o país. Além disso, a experiência do Poder foi descrita pela jovem presidente como singular, marcada por fortes emoções e pela necessidade de um autocontrole para que o “poder não subisse à cabeça”. As mãos trêmulas, a voz entrecortada, a força das palavras que na política, às vezes, fogem do controle dos candidatos, a necessidade de controlar a raiva e os nervos, tudo isso que compõe a experiência do poder coloca, segundo a entrevistada, as pessoas à prova: é nesse momento que se vê a personalidade real das pessoas. O que podemos concluir dessa breve entrevista é que para vencer uma eleição são necessárias idéias coerentes e projetos políticos para o país, mas também união entre os membros do partido (algo que não aconteceu com um dos partidos que disputam as eleições presidenciais reais nesse ano, o PSDB), a coragem e a força – aliás, todos os candidatos demonstraram tal postura na Simulação da Escola – para enfrentar um auditório lotado, responder as perguntas nem sempre amistosas e fáceis, falar ao microfone, demonstrar segurança, autocontrole etc.

A produção de homens e mulheres para a vida pública não é simples, mas é algo que se faz necessário, ainda mais nesses tempos sombrios em que a política tende a ser reduzida a descaso e corrupção e as lideranças políticas tendem a ser vistas mais como gerentes, administradores, do que como políticos de fato.

Boa leitura!

Explique em linhas gerais, quais foram as propostas políticas de sua candidatura.
Nosso partido teve como foco ações econômicas voltadas principalmente para o Pré-Sal, com investimentos a curto e longo prazo em educação, saúde, saneamento básico, programas voltados para a família, cultura etc.

O que acharam das propostas dos demais candidatos? Como elas se diferenciavam das suas?
As propostas dos demais candidatos foram muito bem colocas e elaboradas, todos se esforçaram e fizeram um excelente trabalho, porém algumas propostas se fossem realmente levadas a sério seriam inviáveis. Nossas propostas foram esquematizadas de forma realista e não só de fachada para um trabalho de escola e se fossem levadas adiante teríamos resultados futuros.

Em sua opinião, o que foi decisivo para sua vitoria nas eleições?
A UNIÃO do grupo foi muito importante, tanto eu quanto Marina estávamos integradas sobre todos os assunto postos em discussão. O partido da sala trabalhou unido sempre para obtermos sempre o melhor resultado. A responsabilidade, o carisma e o esforço no final valeram à pena.

O que você achou dessa atividade?
Foi uma experiência única e extremamente importante, foi bastante produtiva, todos levaram a sério de uma forma ou outra, serviu como alerta: só se vê a real personalidade de alguém quando se dá poder e quando esse mesmo poder é posto a prova. Os nervos vão à flor da pele, o friozinho na barriga, as mãos suando e tremendo, o medo das pessoas te acharem ridícula e nem prestarem atenção no que você esta falando, e seu equilíbrio emocional e psicológico posto em prova. Foi realmente gratificante se sentir líder e “importante” por alguns dias. Sentimos um pouquinho na pele como é “governar”, como é difícil ter o “mundo” em nossas mãos e ter a obrigação de saber exatamente o que fazer com ele, tentando agradar a grande maioria dando sempre o seu melhor. Todos os candidatos estão realmente de parabéns: a coragem de dar a “cara a tapa” realmente não é para qualquer um. Agradecemos ao Professor Nicolau e à Professora Marcela por ter nos dado todo o apoio e suporte necessário.

sábado, 6 de novembro de 2010

Música sobre as Classes Médias

Segue abaixo uma música de Max Gonzaga e Banda Marginal sobre as Classes Médias em São Paulo, que concorreu no Festival de Música Popular da Cultura. É uma caricatura, mas possui sua graça e nos ajuda a pensar na relação entre comportamento político, consumo e posição de classe.

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Um samba sobre Marx

Segue abaixo um samba que retrata algumas ideias de Marx, tais como: "a história é a luta de classes", "mais valia", "ideologia", "classes sociais"



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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Sobre DITADURA como forma de governo

Ditadura – A ditadura na Roma antiga e nos dias atuais

por Antonio Carlos Olivieri

Da Página 3 - Pedagogia & Comunicação

O conceito de ditadura se origina Roma antiga. Em latim, a palavra era “dictatura”. Entretanto, o significado moderno do conceito é completamente diferente da instituição que ele designava na Antigüidade. De qualquer modo, uma comparação entre ditadura antiga e moderna pode ajudar a compreender melhor o sentido que o termo adquiriu nos dias de hoje.

Para começar, a ditadura romana era uma instituição de caráter extraordinário. Só era ativada em circunstâncias excepcionais, para fazer frente a situações de emergência, como uma crise interna ou uma guerra. O ditador era nomeado por um ou pelos dois cônsules – os chefes do governo romano –, de acordo com o senado e por processos definidos constitucionalmente. Da mesma maneira, também eram definidos os limites de sua atuação.

Ainda assim, os poderes do ditador eram muito amplos e seus decretos – o que ele “ditava” (e vem daí “ditadura”) – tinham o valor de lei. Apesar disso, seus poderes não eram ilimitados: o ditador não podia revogar ou mudar a Constituição, declarar guerra, criar novos impostos para os cidadãos romanos, nem exercer o papel de juiz nos casos de direito civil. Finalmente, a ditadura tinha sua duração explicitamente fixada: não podia durar mais de seis meses.

Um poder sem limites

Atualmente, a expressão ditadura serve para designar os regimes de governo não-democráticos ou antidemocráticos, isto é, aqueles onde não há participação popular, ou onde isso ocorre de maneira muito restrita. Nesse sentido, de igual à ditadura romana, ela só apresenta uma coisa: a concentração de poder nas mãos do ditador. Além disso, a ditadura moderna não é autorizada por regras constitucionais: ela se impõe de fato, pela força, subvertendo a ordem política que existia anteriormente.

Para piorar, a extensão do poder do ditador não está determinado pela Constituição nem sofre qualquer tipo de limites. Sua duração não está prevista de modo algum e pode se estender por décadas. No Brasil, por exemplo, a última ditadura foi de 1964 a 1985. Na Espanha, o general Francisco Franco tomou o governo em 1936 e só o deixou quando morreu, em 1975, numa ditadura que durou cerca de 40 anos. Em Cuba, Fidel Castro completou 49 anos no poder.

A ditadura moderna implica, antes de mais nada, a concentração de poder. Em geral, num órgão já existente do Estado (via de regra, o poder Executivo). Estende também o poder além dos limites normais, por exemplo, suspendendo os direitos dos cidadãos. Deixa ainda o poder livre dos freios e dos controles estabelecidos pelas leis. Foi o que aconteceu no Brasil, por exemplo, a partir de 1968, quando o Ato Institucional n°. 5, deu imensos poderes ao Executivo, como o de fechar o Legislativo, caso lhe fosse conveniente.

Por tudo isso, a ditadura moderna tem uma conotação inquestionavelmente negativa. Designa, como já se disse, os regimes não-democráticos ou antidemocráticos. É um contraponto à democracia, na qual o poder se encontra dividido em várias instâncias de poder, equilibrando-se Executivo, Legislativo e Judiciário. Num regime democrático, a transmissão da autoridade política é feita de baixo para cima, através da manifestação popular, via eleições. Na ditadura, além da concentração do poder numa instância exclusiva, a transmissão da autoridade política ocorre de cima para baixo, a partir da decisão do ditador ou dos ditadores.

Conservadores e revolucionários

Nos dias de hoje, quanto às finalidades com que são instaladas, podem-se distinguir dois tipos de ditadura: 1) as conservadoras: cuja finalidade é defender a situação dos perigos de uma mudança. Esse foi o caso das várias ditaduras militares que se estabeleceram na América Latina nos anos 1960 e 70: Argentina, Brasil, Chile, Uruguai, etc.; 2) as revolucionárias: que visam abater ou minar, de forma radical, a velha ordem político-social e introduzir uma ordem nova, como foi o governo instaurado pela Convenção Nacional francesa, em 1793, que pôs fim à monarquia, ou ainda o próprio governo cubano, depois de 1959, que instaurou o socialismo no país.

Entretanto, existem outros termos usados para denominar regimes não-democráticos. Dentre eles, os mais importantes são despotismo, absolutismo, tirania, autocracia e autoritarismo. No vocabulário comum e mesmo no vocabulário político do dia-a-dia, esses termos são freqüentemente usados como sinônimos. Na filosofia política, porém, podem-se estabelecer distinções entre eles.

Despotismo

Despotismo, num primeiro sentido, refere-se ao despotismo oriental, da Antigüidade. Tratava-se do governo monocrático (monos = um só), típico da Ásia e da África e que era oposto à democracia grega. O filósofo Aristóteles o chamava de despótico, comparando-o ao poder que o patrão (em grego, despotes) exerce sobre o escravo.

Na Idade Moderna, o pensador francês Montesquieu (1689-1755) retomou o conceito, definindo-o como o governo no qual “um, sozinho, sem leis nem freios, arrasta tudo e todos no sabor de suas vontades e de seus caprichos”. Na Europa dos séculos 17 e 18, despotismo serviu para designar os regimes de monarquia absolutista, que poderia ser considerado bom ou mal, de acordo com a maneira com que o monarca exerce o poder.

É nesse sentido que se fala em despotismo esclarecido, no século 18, quando o monarca, embora detenha o poder absoluto, é “instruído por sábios conselheiros sobre a existência das verdadeiras leis, gozando da plenitude de seus poderes para aplicá-las e promover, agindo assim, o bem estar e a felicidade de seus súditos”.

Tanto o despotismo quanto o absolutismo são conceitos que se aplicam a monarquias hereditárias, consideradas legítimas pelos súditos, que integram uma sociedade tradicional. Nela, a participação política da grande maioria da população é nula. A monarquia é vista como a única forma de governo possível, por ter as suas raízes no passado mitológico ou na origem divina.

Tirania e autocracia

Tirania era o governo de exceção na Grécia antiga. Assemelhava-se à ditadura moderna, pois nasciam das crises e da desagregação da democracia ou de algum regime político tradicional. O tirano não era um monarca legítimo, mas o chefe de alguma fração política, que impunha pela força o próprio poder a todos os outros partidos. Da mesma forma que os ditadores modernos, os tiranos exerciam um poder arbitrário e ilimitado, recorrendo às armas.

Ao contrário dos outros termos examinados, autocracia não tem uma conotação histórica precisa. É um termo abstrato que se usa com dois significados principais: um particular e um geral. No particular, ele denota um grau máximo de absolutismo. Uma autocracia é um governo absoluto que detém um poder ilimitado sobre seus súditos. Sob este ponto de vista, um monarca absoluto é um autocrata, mas ele pode não sê-lo, quando divide o poder alguns colaboradores que tenham condições de limitar sua vontade.

Em seu significado geral, o termo autocracia foi usado por alguns teóricos da política e do direito para designar todo tipo de governo antidemocrático ou não-democrático. Mas, nessa acepção, a palavra não obteve sucesso, nem na linguagem popular nem na linguagem técnica da filosofia ou da ciência política.

Autoritarismo

Autoritarismo também é um termo usado para designar todos os regimes que se contrapõem ao democrático. Por outro lado, modernamente, o significado é mais restrito e designa governos fortes que, porém, não chegam a constituir uma ditadura, pois possuem um grau relativamente moderado de mobilização popular e de participação política da sociedade. É o caso do governo de Hugo Chávez na Venezuela contemporânea, onde a oposição ao governo é severamente controlada.

O autoritarismo deve ser diferenciado do totalitarismo. Este é o grau máximo de absolutismo nos regimes ditatoriais modernos, em que o Estado exerce total controle da vida dos cidadãos. Eles ocorreram em sistemas como o da Alemanha nazista, sob Hitler, e o da Rússia comunista, sob Stálin, em que a propaganda chegava a convencer o cidadão de que ele existia não para seu próprio benefício, mas para benefício do Estado. O resultado dessas duas ditaduras pode ser medido pelas cerca de 30 milhões de mortes que provocaram ao longo de aproximadamente duas décadas.

Fonte: Portal UOL Educação <http://educacao.uol.com.br/filosofia/ult1704u40.jhtm>. Acesso em: 20/10/2010.